Dia Mundial do Livro
O livro é uma tempestade que nos leva na corrente…
Nuno Neiva
O livro é uma tempestade que nos leva na corrente…
Nuno Neiva

Chema Soler, um conceituado fotógrafo, encontrava-se no auge da sua carreira, acabara de receber um importante prémio, World Press Photo, pela cruel imagem de matança de indígenas (uma mãe com um bebé nos braços, correndo desesperadamente rodeada de mais três crianças, onde todos eles eram atingidos pela rajada da metralhadora que lhes roubava a vida...) até que se suicida de forma inexplicável! A notícia da sua morte chega ao irmão! Isaac começa a interrogar-se e a especular-se sobre o que poderia levar o seu irmão a cometer tal atrocidade e decide investigar procurando tudo aquilo que pudesse levar ao verdadeiro motivo da sua morte!
Isaac acaba por descobrir, que a foto pode ser a solução para todo este mistério e investiga a fundo tudo o que se relacione com ela... Além disso, antes de se suicidar o irmão escreve-lhe uma carta, onde lhe pede desculpas e também que o compreenda, que seja o melhor jornalista e também o mais honesto! Na mesma carta deixa-lhe uma pergunta: “O que faz um homem com um garfo numa terra de sopas?”.
Isaac começa a procurar tudo o que tenha ligação à sua morte, investigando os últimos locais e pessoas, onde e com quem Chema esteve. Esta investigação acaba por leva-lo até a Selva Laconda (situada a Este do Estado de Chiapas, no México) onde a sua própria vida é ameaçada! Identificado pelo nome, Isaac é preso e levado até ao Coronel Norberto Tejada, o mesmo nome que o seu irmão tinha apontado no seu diário, o mesmo por quem ele gritava de noite, muitas vezes insultando-o e o mesmo que se encontrava nas fotos da morte dos indígenas, que o seu irmão fotografara.
Durante a conversa de ambos, a verdade acabava por surgir... Chema que inicialmente ia fazer uma entrevista ao último líder guerrilheiro de Chiapas, apercebendo-se de que isso não lhe serviria de nada, acabava por vender essas pessoas; fez então, a proposta ao Coronel Norberto Tejada: onde Chema tirava as fotos da apreensão dos guerrilheiros a troco de lhe informar a hora e o local da suposta entrevista. Entretanto o que devia consistir apenas numa apreensão, acabou por se tornar numa cruel matança, que o irmão de Isaac fotografa e que o faz ganhar o tão priveligiado prémio.
Agora tudo encaixava... a repentina mudança do irmão depois de tirar a tal fotografia, que piorou com o recebimento do prémio, a sua carta de despedida e por fim a sua morte.
E, um homem com um garfo numa terra de sopas, bebe e come com as mãos, porque o garfo não lhe serve de nada e, as mãos são tudo o que ele tem! Da mesma maneira que um ser humano na vida só tem a sua honestidade para viver...a única colher para apurar a existência reside em nós mesmos: Mãos e Coração!
Eu chamo-me Teodoro, vivo na travessa da Conceição, com mais dois amigos. Não posso negar, estou ambicioso, desejo poder jantar no Hotel Central. Nunca fui excessivamente feliz. Sou um homem positivo. Vou à feira da Ladra comprar livros, para descobrir segredos de noite no meu quarto, diz numa história que vivia um mandarim rico no fundo da China. Não, não acredito no céu nem no inferno eu quero obter os meus vinte mil reis, encontrei o saco com o meu dinheiro, mas esse dinheiro mensalmente é uma vergonha. O Mandarim era um funcionário do Celeste Império, a morte desse idiota leva à Algibeira alguns milhares de contos. Passou um mês. Só pensava em ouro em todo que via. Abri a janela e tudo desapareceu. Então começou a minha vida de milionário. Fui habitar para um palacete, tinha raparigas lindas a trabalhar para mim, conheci Reis, Princesas, fiz viagens pelo Mundo fora, comia bem, tudo em porcelana, ouro e pérolas. Fui à China. O capitão do Steamer de focinho de chibo, ao passarmos à altura de Nanquim fomos visitar a antiga cidade de porcelana. Continuava a viajar e a fazer experiências, então resolvi ir procurar a família de Ti Chin-Fu, fui para Pequim, tive que me habituar aos trajes. Foi necessário o Verão para descobrimos a província onde residira o defunto Ti Chin-Fu. Finalmente descobri que viviam em confins de Mongólia, tinham morrido subitamente. Chegamos a Tien-Hó, era a vila onde a família de Tien Chin-Fu estava. Encontrei um recinto de pedras soltas, encontrei um caixão e quis fugir. Quando recuperei a consciência, ergui os olhos e avistei uma fachada branca. De madrugada dois padres encontraram-me desmaiado no caminho. Estava decidido a deixar bem cedo a China. Parti para o Yamen Imperial para fazer uma reclamação sobre o escândalo de Tien-Hó. Mas essa família não reside em Tien-Hó , é no sul da China. Passando algum tempo desembarquei em Lisboa. Certo que não poderia jamais aplacar Ti Chin-Fu. Voltei outra vez para casa da Madame Marques. Sinto-me a morrer, tenho o meu testamento feito.
Era uma vez um gato chamado Zorbas era grande, gordo e preto. Certo dia uma gaivota, veio dar à costa arrastada pela maré coberta por manchas negras de petróleo. O Zorbas teve que tomar conta dela, momentos antes de morrer, pôs um ovo que Zorbas cuidou dele, é um gato de palavra cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: tem que cuidar do ovo que tinha acabado de ser posto e também a ensinar a gaivota voar. Tudo isto com ajuda dos seus bons amigos o Secretário, Sabetudo e Colonello, mas a sua tarefa não vai ser fácil porque um bando de gatos estão mais habituados à vida dura do porto de Hamburgo do que fazerem-se passar por pais de uma gaivota. Promessas difíceis de cumprir sabendo que um gato do porto cumpre aos meados. Todos juntos gatos, cães, pardais, canários e rãs cantaram uma triste canção para a gaivota vítima de um acidente causado pelos humanos. Passou muitos dias, Zorbas sempre junto do ovo, aproximou uma orelha do ovo, mas não ouviu nada. De repente o ovo estala e saiu uma gaivota e pediu logo comida à sua mama. Havia muito perigo à solta. Decidiram que a avezinha não podia continuar no apartamento, pensaram em dar um nome à gaivota mas não sabiam se era macho ou fêmea. Passaram três dias e encontraram o Barlavento um gato do mar, levaram-no junto da gaivota e Barlavento e exclamou: É uma linda passarita! Então dicidiram que se chamaria Ditosa, passando um mês começaram a ensinar-lhe a voar. Mas não conseguiam. Tiveram de pedir ajuda a um humano. E conseguiram combencer um humano. Foram tods para o telhado e Ditosa começou a voar pelas ruas de Hamburgo.
Os sinais de pontuação
O ponto final
Termina uma frase, marca uma pausa prolongada, delimita uma ideia.
A vírgula
Pequena pausa que pode separar elementos de uma enumeração, orações no interior do período, substituir um verbo omitido.
Ponto e vírgula
Pausa mais prolongada do que a vírgula, mas não equivale ao fim da frase. Separa as partes que se ligam ou opõem no mesmo período.
Dois pontos
Antecedem uma pausa prolongada e usam-se, normalmente, antes da enumeração de várias coisas ligadas entre si ou para introduzir a fala de uma personagem no discurso directo.
Ponto de interrogação
Exprime uma interrogação, ou seja, mostra que é feita uma pergunta directa.
Ponto de exclamação
Exprime admiração, espanto, alegria, dor. Usa-se ainda para dar mais força a uma
ordem ou a um desejo forte nas frases de tipo imperativo.
Pausa grande que corta a frase, deixando-a sem suspenso. Indicam uma ideia inacabada. Sugerem sentimentos que nos cabe adivinhar.
Travessão
Indica a mudança de falante nos diálogos ou isola uma palavra ou expressão no texto.
Os sinais auxiliares da escrita
Aspas
Marcam o inicio e o fim de citações textuais; salientam uma palavra ou expressão ou, ainda, referem o titulo de um jornal, revista, livro.
Parênteses
Assinalam uma pequena observação intercalada numa ideia geral.