Friday, January 18, 2008

Trabalho de Português(peça de teatro)

            A noite havia caído calma e silenciosa. Tudo na ilha estava tranquilo. Ninguém diria que qualquer ser estivesse ainda acordado. De repente, rompendo o silêncio, uma coruja sai em ataque de um roedor desprevenido. O rato negro, esquivando-se ao ágil caçador, entra numa pequena fenda na rocha. São e salvo, o rato negro suspirou de alívio. Uma movimentação atrás dele chamou a sua atenção. Um rato cinzento olhava bastante espantado para ele. Observaram-se durante alguns segundos, com curiosidade. - Quem és tu? – Rato cinzento
            - Quem és tu? – Rato preto.                                                                                     - Eu sempre vivi aqui e nunca vi nenhum espécie como a tua… Quem és tu?            - Eu nasci na cidade, em York. Cheguei aqui através de um barco, o Virgínia.  - E há quanto tempo é que chegaste?                                                                                   - Não sei bem… Mas há tempo suficiente para perceber que esta vida é bastante diferente da de York…
            - Como é que é essa vida? Em York?
            - Barulho, movimentação… As pessoas têm acesso a tudo ou quase tudo para seu bem-estar, a alimentação, o transporte, emprego…
            - E os animais?
            - Os animais são domesticados e usados principalmente para a alimentação. Os que estão em meio selvagem não ousam aproximar-se dos humanos… E aqui na ilha?
            - Aqui os animais andam livremente. Tenho as certezas que se algum humano civilizado se aproximasse deles, eles não teriam receio de estar à sua beira. Os únicos humanos que por aqui passam são Índios, eles respeitam bastante os animais e a natureza… E, diz-me lá como é que é essa alimentação, em York?
            - Bem, há de tudo…
            - Como por exemplo…
            - Sei lá… Fruta, leite, carne, peixe, vegetais e muita mas muita mais coisa.
            - Aqui a alimentação é a base de frutas, carne e peixe, raízes, cogumelos… É preciso conhecer bastante a natureza para saber quais são os alimentos venenosos e os bons… E, onde é que os humanos vão buscar essa comida?
            - Então vão buscar as feiras, aos mercados, às lojas…
            - Às lojas?
            - Sim, e é ai onde vão buscar também a roupa os moveis…
            - A roupa? Que tipo de vestuário é que usam?
            - Depende… No verão, a estação quente, usam roupas frescas e leves. No Inverno, estação fria, usam roupas mais quentes.
            - Aqui, os Índios usam apenas uma tanga de couro ou então andam nus… há pouco falas-te em emprego não foi? O que é isso?
            - Emprego? Bem o emprego é um trabalho que cada pessoa tem para poder ganhar dinheiro para as suas coisas…
            - Dinheiro para as suas coisas? Então eles não as iam buscar ás lojas?
            - Ah, estou a perceber… fazem uma troca, não é? Bem aqui não existe nada disso… os Índios arranjam tudo o que precisam sem ser preciso esse dinheiro… Já percebi que a vida civilizada é bastante diferente da vida selvagem… Mas não percebo essas regras todas da civilização. Para quê tudo isso?      
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Sunday, January 13, 2008

O Mandarim

 

  Eu chamo-me Teodoro, vivo na travessa da Conceição, com mais dois amigos. Não  posso negar, estou ambicioso, desejo poder jantar no Hotel Central. Nunca fui excessivamente feliz. Sou um homem positivo. Vou à feira da Ladra comprar livros, para descobrir segredos de noite no meu quarto, diz numa história que vivia um mandarim rico no fundo da China. Não, não acredito no céu nem no inferno eu quero obter os meus vinte mil reis, encontrei o saco com o meu dinheiro, mas esse dinheiro mensalmente é uma vergonha. O Mandarim era um funcionário do Celeste Império, a morte desse idiota leva à Algibeira alguns milhares de contos. Passou um mês. Só pensava em ouro em todo que via. Abri a janela e tudo desapareceu. Então começou a minha vida de milionário. Fui habitar para um palacete, tinha raparigas lindas a trabalhar para mim, conheci Reis, Princesas, fiz viagens pelo Mundo fora, comia bem, tudo em porcelana, ouro e pérolas. Fui à China. O capitão do Steamer de focinho de chibo, ao passarmos à altura de Nanquim fomos visitar a antiga cidade de porcelana. Continuava a viajar e a fazer experiências, então resolvi ir procurar a família de Ti Chin-Fu, fui para Pequim, tive que me habituar aos trajes. Foi necessário o Verão para descobrimos a província onde residira o defunto Ti Chin-Fu. Finalmente descobri que viviam em confins de Mongólia, tinham morrido subitamente. Chegamos a Tien-Hó, era a vila onde a família de Tien Chin-Fu estava. Encontrei um recinto de pedras soltas, encontrei um caixão e quis fugir. Quando recuperei a consciência, ergui os olhos e avistei uma fachada branca. De madrugada dois padres encontraram-me desmaiado no caminho. Estava decidido a deixar bem cedo a China. Parti para o Yamen Imperial para fazer uma reclamação sobre o escândalo de Tien-Hó. Mas essa família não reside em Tien-Hó , é no sul da China. Passando algum tempo desembarquei em Lisboa. Certo que não poderia jamais aplacar Ti Chin-Fu. Voltei outra vez para casa da Madame Marques. Sinto-me a morrer, tenho o meu testamento feito.

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Thursday, January 3, 2008

Numa manhã de domingo, uma bela rapariga corria assustada, era magra de olhos esverdeados, tinha
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Thursday, November 22, 2007

“História de uma gaivota e de um gato que a ensinou a voar”

Era uma vez um gato chamado Zorbas era grande, gordo e preto. Certo dia uma gaivota, veio dar à costa arrastada pela maré coberta por manchas negras de petróleo. O Zorbas teve que tomar conta dela, momentos antes de morrer, pôs um ovo que Zorbas cuidou dele, é um gato de palavra cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: tem que cuidar do ovo que tinha acabado de ser posto e também a ensinar a gaivota voar. Tudo isto com ajuda dos seus bons amigos o Secretário, Sabetudo e Colonello, mas a sua tarefa não vai ser fácil porque um bando de gatos estão mais habituados à vida dura do porto de Hamburgo do que fazerem-se passar por pais de uma gaivota. Promessas difíceis de cumprir sabendo que um gato do porto cumpre aos meados. Todos juntos gatos, cães, pardais, canários e rãs cantaram uma triste canção para a gaivota vítima de um acidente causado pelos humanos. Passou muitos dias, Zorbas sempre junto do ovo, aproximou uma orelha do ovo, mas não ouviu nada. De repente o ovo estala e saiu uma gaivota e pediu logo comida à sua mama. Havia muito perigo à solta. Decidiram que a avezinha não podia continuar no apartamento, pensaram em dar um nome à gaivota mas não sabiam se era macho ou fêmea. Passaram três dias e encontraram o Barlavento um gato do mar, levaram-no junto da gaivota e Barlavento e exclamou: É uma linda passarita! Então dicidiram que se chamaria Ditosa, passando um mês começaram a ensinar-lhe a voar. Mas não conseguiam. Tiveram de pedir ajuda a um humano. E conseguiram combencer um humano. Foram tods para o telhado e Ditosa começou a voar pelas ruas de Hamburgo. 

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Thursday, October 18, 2007

O Rapaz Chinês

Era um rapaz inteligente mas não podia deixar a escola. Cada vez trabalhava muito. Um dia ficou doente entre a vida e a morte. Deixou de trabalhar e de ir para a escola.

Nesse mesmo dia o medico foi a casa ver como estava o rapaz, estava com 39 graus de febre e com muito frio. Passando duas semanas faleceu. A sua família estava triste, com a morte do rapaz. A loja nunca mais ficou a mesma, os clientes estavam tristes com a sua falta, ninguém era o que era antes, a sua irmã de cinco anos tinha a imaginação fértil, e todos os dias dizia a família que antes de dormir falava e sonhava com o irmão. Passando 1 ano da sua morte a sua família foi viver para Portugal, abriram uma nova loja e têm sempre muitos clientes.
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Trabalho sobre sinais de pontuação

 

Os sinais de pontuação

 

O ponto final

 

Termina uma frase, marca uma pausa prolongada, delimita uma ideia.

 

A vírgula

 

Pequena pausa que pode separar elementos de uma enumeração, orações no interior do período, substituir um verbo omitido.

 

Ponto e vírgula

 

Pausa mais prolongada do que a vírgula, mas não equivale ao fim da frase. Separa as partes que se ligam ou opõem no mesmo período.

 

Dois pontos

 

Antecedem uma pausa prolongada e usam-se, normalmente, antes da enumeração de várias coisas ligadas entre si ou para introduzir a fala de uma personagem no discurso directo.

 

Ponto de interrogação

 

Exprime uma interrogação, ou seja, mostra que é feita uma pergunta directa.

 

Ponto de exclamação

 

Exprime admiração, espanto, alegria, dor. Usa-se ainda para dar mais força a uma

ordem ou a um desejo forte nas frases de tipo imperativo.

Pausa grande que corta a frase, deixando-a sem suspenso. Indicam uma ideia inacabada. Sugerem sentimentos que nos cabe adivinhar.

 

Travessão

 

Indica a mudança de falante nos diálogos ou isola uma palavra ou expressão no texto.

 

Os sinais auxiliares da escrita

 

Aspas

 

Marcam o inicio e o fim de citações textuais; salientam uma palavra ou expressão ou, ainda, referem o titulo de um jornal, revista, livro.

 

Parênteses

 

Assinalam uma pequena observação intercalada numa ideia geral.

 

 

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A Anita

Anita está sempre alegre e com disposição para vender as compotas. Vende compotas e mais compotas, Anita já é conhecida em toda a aldeia, o seu dia foi cansativo. Come rápido e vai para a cama. No dia seguinte acorda tarde, dói-lhe a cabeça, não foi vender compotas, os miúdos que por lá costumavam passar admiraram-se com a falta da mais conhecida da aldeia, a Anita. Todos preocupados com a Anita resolveram ir a sua casa. A mãe da rapariga não deixava ninguém ir visitá-la. Querendo ir vender as suas compotas, Anita foge de casa. Foi passear um pouco quando ia para o seu sítio do costume estava lá uma população enorme preocupada com ela, ficou espantada fugiu a correr preocupada com a situação que se estava a passar. Nunca mais ninguém viu Anita, com vinte e dois anos estava a dar as suas compotas ao povo de África.     
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Thursday, September 6, 2007

ARIANE

Ariane é um navio.
Tem mastros, velas e bandeira à proa,
E chegou num dia branco, frio,
A este rio Tejo de Lisboa.

Carregado de Sonho, fundeou
Dentro da claridade destas grades…
Cisne de todos, que se foi, voltou
Só para os olhos de quem tem saudades…

Foram duas fragatas ver quem era
Um tal milagre assim: era um navio
Que se balança ali à minha espera
Entre as gaivotas que se dão no rio.

Mas eu é que não pude ainda por meus passos
Sair desta prisão em corpo inteiro,
E levantar âncora, e cair nos braços
De Ariane, o veleiro.

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A Terra

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois…
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos…
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

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A largada

A largada

Foram então as ânsias e os pinhais
Transformados em frágeis caravelas
Que partiam guiadas por sinais
Duma agulha inquieta como elas…

Foram então abraços repetidos
À Pátria-Mãe-Viúva que ficava
Na areia fria aos gritos e aos gemidos
Pela morte dos filhos que beijava.

Foram então as velas enfunadas
Por um sopro viril de reacção
Às palavras cansadas
Que se ouviam no cais dessa ilusão.

Foram então as horas no convés
Do grande sonho que mandava ser
Cada homem tão firme nos seus pés
Que a nau tremesse sem ninguém tremer.

Posted by Maradonna at 16:08:29 | Permalink | No Comments »